terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Os Trapalhões parte 2: Os filmes dos Trapalhões

   Olá a todos que acompanham o blog, sejam bem vindos a segunda parte do especial sobre os Trapalhões.Hoje iremos conhecer os filmes do quarteto de humoristas que marcaram diversas gerações de fãs.

filmes que marcaram diversas gerações de fãs

 Desde a formação do grupo, os humoristas investiram no cinema nacional, uma das características era a produção de dois filmes por ano, um lançado nas férias escolares de Janeiro e outro nas férias escolares de Julho, era uma tradição: férias escolares era época de filmes dos Trapalhões.
  As produções levaram milhões de fãs, sejam crianças ou adultos as salas de cinema chegando a bater a bilheteria de diversos filmes estrangeiros.

olha o tamanho da fila

  Resolvi falar um pouco de cada uma das produções, separando-as de acordo com o período do grupo, então chega de conversa, "se ajeite ai ô da pôtrona" e se prepare para voltar no tempo:

DÉCADA DE 1960, PRÉ-TRAPALHÕES:

 É o período entre o fim do programa Adoráveis Trapalhões e a formação do quarteto que conhecemos.

 NA ONDA DO IÊ IÊ IÊ:


 Os amigos Didi e Maloca (Dedé) ajudam o cantor César Silva a vencer no mundo artístico. Ele se apresenta no programa de calouros do Chacrinha, concorre no Festival da Canção Popular Brasileira e se apaixona pela filha do dono de uma gravadora. Mas precisa enfrentar as armadilhas de um outro cantor, interessado em casar com a moça pelo dinheiro.

OPINIÃO:

  Primeiro filme de Didi e Dedé, o filme conta com a participação de diversos cantores  da década de 1960 como: Wilson Simonal, Wanderley Cardoso, Rosemary, Clara Nunes, The Fevers e Os Vips.
  Serve mais como curiosidade histórica.

ADORÁVEL TRAPALHÃO:


  Epitácio (Didi) é o empregado de um empresário musical, que perdeu a mulher e vive com os três filhos. Preocupado com a felicidade do patrão, Epitácio tenta arranjar uma esposa para ele. E a pretendente é Lúcia, a professora dos filhos do patrão, que sonha em se tornar cantora.

OPINIÃO:

  O filme conta com participações especiais da cantora Rosemary e dos irmãos Renato, Roberto e Ronaldo Correia, que junto do amigo Valdir Anunciação formavam o grupo musical Golden Boys.
  O filme não conta com a participação de Dedé Santana.

DOIS NA LONA:

 Os amigos Renato (Renato Aragão) e Ted (Ted Boy Marino) são mecânicos humildes que namoram duas primas ricas. Bom de luta, Ted é convidado por um empresário de luta livre a entrar no campeonato.Com a ajuda de seu amigo atrapalhado, de um menino esperto e das namoradas,Ted se torna a nova sensação da luta livre.  Com o objetivo de manipular os resultados da luta final, controladores de apostas seqüestram a namorada de Ted.

OPINIÃO:

Mais um filme sem a participação de Dedé, porém conta com Ted Boy Marino, a estrela da luta livre nacional das décadas de 1960 e 1970, o que garante boas cenas de ação.

 A ILHA DOS PAQUERAS:


   Didi e Dedé são taifeiros de um  luxuoso navio no Rio de Janeiro. Os dois, mais o comandante e o show-man da embarcação, tentam paquerar quatro lindas modelos que viajam no navio, mas são impedidos pelo empresário delas. Eles, então, simulam um naufrágio e salvam as garotas levando-as a uma ilha isolada. O lugar é um quartel-general de um grupo de contrabandistas, que criam confusões para os supostos náufragos.

OPINIÃO:

 É a volta da dupla Didi e Dedé, com muita ação e aventura e começando o clima de humor pastelão que iria imperar nas produções dos Trapalhões.

BONGA O VAGABUNDO:


  Bonga é um vagabundo que vive pelas ruas, sozinho e livre, sem compromissos, a não ser aplicar golpes ingênuos para poder comer. Quando ele está em frente a uma boate, conhece um playboy e com ele constrói uma grande amizade. O pai empresário desse rapaz pressiona o mesmo a casar-se e, então, com a ajuda do vagabundo Bonga bolam um plano para apresentar uma noiva falsa à família. Mas as coisas não correm como o esperado, complicam-se, e na hora Bonga leva até a casa do amigo uma outra amiga que conhecera nas ruas e pela qual é apaixonado.

OPINIÃO:

  Filme de estréia do personagem Bonga, inspirado no vagabundo Carlitos de Charles Chaplin, o filme conta apenas com Renato Aragão que dá um show com seu personagem.

DÉCADA DE 1970, PRÉ-TRAPALHÕES:

  O período apresentou diversos filmes que passaram a apresentar as características que iríamos ver no programa de televisão:Muita piada, cenas de ação e gags visuais.

ALI BABÁ E OS 40 LADRÕES:



  Ali Babá (Didi) não quer saber de trabalhar e vive de sombra e água fresca, filando refeições na casa do irmão, Cassim(Dedé), até o dia em que a mulher deste, Fátima, decide barrá-lo. Ali cultiva o amor de Rosinha, uma jovem que ficou paralítica após um acidente de circo. Um dia, procurando achar o amigo Tavinho, Ali Babá descobre uísque, cigarro importado, televisores e  dinheiro falso escondidas por um bando de 40 contrabandistas. Ali Babá sente que chegou a sua hora de viver bem à custa de sua descoberta, que lhe dará a chance de obter o dinheiro para a operação de Rosinha.

OPINIÃO:

  Mais um filme com a dupla Didi e Dedé, com muito humor pastelão, cenas de ação e romance.

ALADIM E A LÂMPADA MARAVILHOSA:


  Aladim (Didi) e Dracolim (Dedé Santana) vendem um elixir milagroso com ajuda de Marina por quem Aladim é apaixonado.Um  grupo de bandidos chegam disfarçados na casa de Aladim e tentam tirar o anel de Aladim pois tem poderes para fazer funcionar uma lâmpada mágica. Aladim sem saber dos poderes,encontra a lâmpada de onde sai o Gênio da Lâmpada Mágica e satisfaz seus desejos.Porém a lâmpada é trocada pois o chefe da quadrilha deseja obter muita riqueza .Depois de muita confusão Aladim recupera a lâmpada e realiza seu último desejo:Pede a cura de Fred,seu irmão.

OPINIÃO:

 Um dos melhores filmes da fase pré-Trapalhões, fez muito sucesso na época do lançamento.

ROBIN HOOD O TRAPALHÃO DA FLORESTA:


  Robin Hood e seu bando estragam os planos do fazendeiro João Climério de se apossar das terras do irmão ausente. Durante um confronto, Robin é ferido e precisa ser substituído no comando do grupo. É escolhido Zé Grilo(Didi), peão modesto e confuso, que ao final desmascara Climério e salva a bela Catarina, pela qual é apaixonado. É auxiliado na missão pelo companheiro Willie(Dedé) e por uma varinha mágica e uma pena protetora, fornecidas por um índio feiticeiro.

OPINIÃO:

 Outro filme super engraçado da fase pré-Trapalhões, parodiando e trazendo a lenda de Robin Hood para a realidade brasileira.

O TRAPALHÃO NA ILHA DO TESOURO:


  Dois pescadores de nomes Zé Cação(Didi) e Lula( Dedé) descobrem o resultado de um roubo de uma perigosa quadrilha de contrabandistas e passam imediatamente a ser perseguidos por eles. No encalço dos bandidos também está o agente federal Carlos, apaixonado pela jovem Diana, dos quais os pescadores encontram e se tornam companheiros. A ação tem lugar na Pensão dos Pescadores, entretanto, o clima esquenta quando ali chega o pirata Long John Silver, que está em busca de um fabuloso mapa de um tesouro que estaria escondido numa ilha próxima. O mapa, já dividido em duas partes, torna-se motivo de perseguições, regado a muita adrenalina e bom humor, sendo trocado de mãos ao longo do filme e conduzindo todos até a ilha onde estaria enterrado o tesouro.

OPINIÃO:

  Didi e Dedé  juntos com piratas daria um filme espetacular, porém ele é bem irregular e mediano.

SIMBAD O MARUJO TRAPALHÃO:


  Kiko(Didi) e Duda (Dedé), trabalhadores de um circo, envolvem-se em uma grande confusão quando Kiko é confundido com o trapezista Simbad. O rapaz trapalhão é então raptado pelos asseclas do mágico Ali Tuffi, que já tem em seu poder o gênio da lâmpada mágica, mas precisa do trapezista Simbad para localizar a pedra filosofal com a qual tornar-se-á um homem muito rico, com muita fortuna e poder. Na tentativa de ajudar os amigos, Simbad e a namorada Luciana também terminam por ficar prisioneiros no navio dos bandidos.

OPINIÃO:

  Último filme antes da formação tradicional dos Trapalhões, é um dos melhores filmes da dupla Didi e Dedé, as perseguições de carro, correrias, brigas aceleradas, gritarias e tiroteios motivam as gargalhadas.
  
DÉCADA DE 1970, FORMAÇÃO DOS TRAPALHÕES:

 Finalmente Mussum e depois Zacarias se juntariam a trupe para formarem o quarteto de humoristas mais famosos do Brasil.

O TRAPALHÃO NO PLANALTO DOS MACACOS:


  Conde (Didi) e Alex (Dedé) são dois amigos que, ao darem uma volta de motocicleta, são confundidos pelo guarda Azevedo (Mussum) com perigosos assaltantes de joalheria. Depois de várias confusões,os três entram em um balão que os leva a uma terra desconhecida, onde os macacos falam e perseguem e dominam os humanos.

OPINIÃO:

  O primeiro filme dos Trapalhões que conta com a participação de Mussum. Pense em um filme extremamente engraçado! O filme é uma paródia do clássico O Planeta dos Macacos e apresenta todas as características que marcariam o programa de televisão.

O TRAPALHÃO NAS MINAS DO REI SALOMÃO:


  Os amigos Pilo (Didi) e Duka (Dedé) ganham a vida em brigas simuladas nas praças públicas, enquanto Fumaça (Mussum) recolhe apostas. Pensando que são homens corajosos, a jovem Glória contrata os três para uma expedição às minas do Rei Salomão, onde o pai dela, o arqueólogo Aristóbulo, é prisioneiro. Oferece como prêmio um fabuloso tesouro desconhecido do qual ela tem a única pista existente. Pilo logo se apaixona por ela que, no entanto, está interessada em Alberto, também integrado à expedição. Durante a jornada, enfrentam uma bruxa malvada disposta a tudo para impedir que eles cheguem até o tesouro.

OPINIÃO:

  Mais um filme excelente da fase setentista do grupo de humoristas que atingiria seu auge na virada da década.

OS TRAPALHÕES NA GUERRA DOS PLANETAS:


  Após uma perseguição de automóveis por causa de uma mulher, os Trapalhões são obrigados a passar a noite em um terreno baldio.No céu aparece um disco voador vindo do espaço, dentro dele está o príncipe Flick que pede ajuda dos Trapalhões para libertar o planeta onde vive do domínio do malvado Zuco. O príncipe oferece uma recompensa, que é aceita pelos quatro amigos, que embarcam em uma nave espacial, pilotada por um monstro peludo chamado Bonzo.

OPINIÃO:

  Primeiro filme com o trapalhão Zacarias formando assim o famoso quarteto que fez sucesso por décadas.O filme é uma paródia de Guerra nas Estrelas, mas sendo bem franco ele é ruim, chato e cansativo graças as constantes cenas de slow motion e por ter sido gravado em videotape e não em película, o que cansa bastante a vista.

O CINDERELO TRAPALHÃO:


 Numa cidade do interior, Cinderelo (Didi) é um rapaz pacato desprezado pelos companheiros por andar sujo e ser covarde. Na verdade, é muito corajoso e revela sua força quando uma família de religiosos pede a ajuda do grupo contra um poderoso fazendeiro, o coronel Dourado.
  O coronel cobiça as terras da família, localizadas em área petrolífera. Ivete, sobrinha do fazendeiro, ajuda os Trapalhões contra os capangas comandados por Souza.

OPINIÃO:

  Melhor que o anterior, o filme é extremamente engraçado com situações e piadas típicas do programa de televisão.

O REI E OS TRAPALHÕES:


  Numa cidade do Oriente, o trono do jovem rei Amad é usurpado pelo malvado Vizir Jafar. O rei vai preso e, na cadeia, conhece então os famosos ladrões do reino: Abdul (Didi), Abel(Dedé), Abol (Mussum)e Abil(Zacarias).
  Com a ajuda destes ladrões, o rei foge e, durante a fuga, conhece a princesa Alina, pela qual se apaixona ardentemente. O Vizir possui poderes mágicos, enfrentados pelos heróis com a ajuda do gênio de uma lâmpada encontrada por Abdul.
  Com a ajuda do gênio, os quatro amigos são transportados para o século XX, onde provocam muita confusão e acabam sendo presos.

OPINIÃO:

  Um dos melhores filmes desse período, com os quatro humoristas totalmente entrosados em cena.

PRIMEIRA METADE DA DÉCADA 1980, O AUGE CRIATIVO:

  Os Trapalhões atingiram o auge criativo entre o final da década de 1980 e a primeira metade da década de 1980, é nesse período que se encontra  os melhores filmes do grupo.

OS TRÊS MOSQUITEIROS TRAPALHÕES:


  Os Três Mosqueteiros (Dedé Santana, Mussum e Zacarias) na casa da Sra. Ana Rocha Cerqueira Lima e tem a difícil missão de ir na Foz do Iguaçu recuperar um colar de esmeraldas,com o qual a fábrica de Sr. Luís está em jogo, e Zé Galinha um pobre que mora no galinheiro se oferece para ajudar. Ao chegar na Foz do Iguaçu, encontram o bandido, mas ele vende o colar para um bandido em Manaus, já na Amazônia, Zé Galinha pega algumas pedras,encontram o bandido mas ele vendeu para outro bandido no Rio de Janeiro.

OPINIÃO:

  Os Trapalhões entraram na década de 1980 com tudo, em mais um excelente filme que na verdade é uma paródia do clássico de Alexandre Dumas onde Didi é D'Artagnan, Dedé é Athos, Mussum é Porthos, Zacarias é Aramis e o vilão Riche lembra o Cardeal Richelieu, Dona Ana é a Ana d'Áustria , Dr. Luis é o Rei Luís XIII da França entre outros personagens do livro.

O INCRÍVEL MONSTRO TRAPALHÃO:


  Os Trapalhões trabalham como mecânicos em um autódromo. Jegue (Didi) também faz pesquisas em um laboratório, visando desenvolver um combustível mais eficiente extraído do Marmeleiro Nordestino e ele testa o seu combustível numa corrida de stock car no Autódromo de Jacarepaguá. Destas misturas, ele obtém uma poção que o transforma em um homem verde monstruoso, com uma força descomunal.
  Graças a este artifício, Jegue vence os golpes baixos de um concorrente nas pistas de corrida. Afinal, ele inventa um combustível que substitui o petróleo, o que faz com que receba ofertas de vários governos estrangeiros. Jegue não aceita as propostas e escolhe manter a fórmula no Brasil.
  Contrariados, árabes tentam roubar a invenção sequestrando Ritinha, a namorada de Jegue.

OPINIÃO:

  Um dos filmes mais engraçados dos Trapalhões,com piadas inspiradas em super-heróis dos gibis, como o Super-Homem e o Incrível Hulk, esse aliás foi a inspiração para o filme graças ao sucesso da série estrelada por Lou Ferrigno.

O MUNDO MÁGICO DOS TRAPALHÕES:



  Documentário feito para celebrar os quinze anos dos Trapalhões,contando a trajetória dos quatro humoristas,além da vida pessoal,incluindo trechos do programa de televisão.

OPINIÃO:

 Para comemorar os quinze anos do Grupo de humoristas a rede Globo produziu esse documentário para os cinemas, até hoje é a maior bilheteria da história do documentário brasileiro, com um milhão e 800 mil espectadores.

OS SALTIMBANCOS TRAPALHÕES:


   Funcionários humildes, os amigos Didi, Dedé, Mussum e Zacarias se tornam a grande atração do circo Bartolo, graças à sua incrível capacidade de fazer o público rir. Mas o sucesso lhes têm um preço: a oposição do mágico Assis Satã e a ganância do Barão, o dono do circo. Juntos, os quatro amigos juntamente com a jovem Karina precisarão combatê-los.

OPINIÃO:

  A obra prima dos Trapalhões, o melhor filme do quarteto, inspirado na peça de teatro  adaptada por Chico Buarque, com números musicais que se tornaram clássicos como:

- Piruetas:


-Rebichada:


   Além da marcante história de uma gata:


  Os Saltimbancos Trapalhões é considerado um dos melhores filmes nacionais de todos os tempos.

OS VAGABUNDOS TRAPALHÕES:


  Bonga(Didi) é um milionário que abandonou a família a muitos anos para viver nas ruas, seus três amigos(Dedé, Mussum e Zacarias) e a namorada Loló cuidam de crianças abandonadas em uma caverna, na periferia de uma cidade. Um dia, Pedrinho, menino rico mais solitário foge de casa e vai morar na caverna. O pai, um poderoso industrial na verdade filho de Bonga, oferece uma recompensa para quem trouxer o filho.

OPINIÃO:

  É o filme mais sério dos Trapalhões, com poucas piadas,pois aborda assuntos sérios: moradores de rua e crianças desaparecidas, o que é feito de forma delicada pelo quarteto de humoristas.

OS TRAPALHÕES NA SERRA PELADA:


  Os amigos Curió (Didi), Boroca (Dedé), Mexelete (Mussum) e Bateia (Zacarias) aventuram-se em busca de ouro no garimpo de Serra Pelada. A região é controlada pelo estrangeiro Von Bermann, cujas ordens são executadas pelo capanga Bira. Sedento por poder, o gringo contrabandeia o ouro e deseja apoderar-se das terras do brasileiro Ribamar, que se recusa a fazer negócio antes da chegada do filho Chicão.

OPINIÃO:

  Outro clássico dos Trapalhões com diversas cenas filmadas no impressionante garimpo de Serra Pelada, que foi o maior garimpo a céu aberto do mundo.

O CANGACEIRO TRAPALHÃO:


  Severino do Quixadá(Didi), é um pastor de cabras que salva o Capitão Virgulino e seu bando de cangaceiros de uma emboscada do tenente Zé Bezerra. Na confusão, os amigos Mussum e Zacarias fogem da cadeia e todos se encontram no esconderijo dos cangaceiros, onde Gavião(Dedé) é homem de confiança do chefe. Observando sua semelhança com Severino, Capitão lhe dá uma missão, que acaba revelando-se uma emboscada. Com a ajuda de Aninha, sobrinha do prefeito, conseguem fugir e salvam Expedita, filha do Capitão e de Maria Bonita que fora sequestrada pelo bando do Tenente Bezerra, no caminho desbravando a seca do sertão , encontram uma misteriosa bruxa-fada que os ajuda na missão.

OPINIÃO:

  Inicialmente flertando com um tema sério como os cangaceiros o filme acaba destoando da proposta inicial com a aparição da bruxa-fada.

1983- A SEPARAÇÃO:

  No ano de 1983,o grupo passou por um período delicado quando os Trapalhões decidiram se separar. Dedé, Mussum e Zacarias romperam com a Renato Aragão Produções, empresa que cuidava dos negócios do grupo, pois não concordavam com as divisões do lucro.
   Os três  formaram sua própria empresa a DEMUZA e optaram por seguir sozinhos na carreira cinematográfica lançando o filme: Atrapalhando a SUATE .
   Renato Aragão por sua vez estrelou sozinho o filme O Trapalhão na Arca de Noé.

ATRAPALHANDO A SUATE:


  O filme é uma sátira à série policial de televisão SWAT, na qual um batalhão especial de polícia era destacado para missões perigosas. Aqui os três trapalhões entram para o batalhão de elite da polícia e só arrumam confusões.

OPINIÃO:

  Apesar de engraçado, Renato Aragão faz muita falta com seu carisma e os outros três membros não conseguem segurar o filme.

O TRAPALHÃO NA ARCA DE NOÉ:


  Sempre preocupados com a proteção dos animais, faxineiro do zoológico Duda(Didi) e seus amigos Kiko(Sergio Malandro) e Zeca, são convidados pelo místico Noé para defender a fauna do Pantanal de perigosos contrabandistas.

OPINIÃO:

  Filme estrelado exclusivamente por Renato Aragão no período da separação do grupo, apesar do carisma do comediante e contar com a participação do alucinado Sérgio Malandro, não existe tanta química entre os dois, o que resta é sentir falta do quarteto de humoristas.Foi lançado no mesmo período que o filme dos companheiros que competiram nas bilheterias e o resultado foi desastroso para ambos os lados.

DÉCADA DE 1980, A VOLTA TRIUNFAL DOS TRAPALHÕES:

  Apenas seis meses após a separação, os Trapalhões voltaram a se reunir, um dos motivos foram as baixas bilheterias dos filmes lançados separados, o que gerou um enorme prejuízo para ambas as partes,o grupo viu que o melhor era retomar a parceria.

OS TRAPALHÕES E O MAGICO DE ORÓZ:


  Didi , um sertanejo humilde que padecia fome e sede devido à seca no nordeste brasileiro, segue sem rumo com seus companheiros Soró e Tatu em busca de melhores condições de vida. Pelo caminho, Didi encontra mais três novos companheiros: o Espantalho (Zacarias), a quem salvou de um bando de Carcarás e que desejava conseguir um cérebro para se tornar uma pessoa comum; o Homem-de-lata (Mussum), que desejava um coração para completar sua felicidade; e o Leão (Dedé), que era o delegado covarde de Oróz e inicialmente lutou contra Didi, mas depois juntou-se ao grupo com o objetivo de levar água para a cidade. O Leão desejava livrar-se de sua covardia. Até que encontram no deserto o lar do Mágico de Oróz . Este os aconselha a buscarem um monstro de metal que jorra água pela boca, a fim de resolverem o problema da seca, e a nunca desistirem de conseguir o que desejam. Após enfrentarem e derrotarem, com a ajuda do Mágico de Oróz, o malvado Coronel Ferreira , que comercializava a pouca água dos açudes de Oróz, são levados pelo Mágico e seus poderes à Cidade do Rio de Janeiro, onde conseguem encontrar o procurado "monstro" (que na verdade era uma torneira gigante) e com mais uma ajuda do Mágico o levaram até à cidade de Oróz para acabarem com a seca da região.

OPINIÃO:

   Após a reunião o grupo voltou ao cinema de maneira épica, no segundo melhor filme do grupo, adaptando o Mágico de OZ além de abordar um assunto sério: a seca no Nordeste.
  O final do filme é uma das coisas mais emocionantes que os trapalhões já fizeram: Após chegarem a Oróz, a população da cidade recebe os quatro em festa, porém o que os quatro amigos não sabiam era que uma torneira separada de seu encanamento não podia fornecer água, e quando descobriram isto a população da cidade se revoltou e o prefeito os condenou à morte. Perto do fim, Didi convence os seus companheiros a terem fé que a chuva cairia e os salvaria, e dizendo as frases "Vamos todos pensar firme, vamos todos pensar forte, pra cair um pingo d'água e mudar a nossa sorte", fazem o milagre acontecer: a chuva cai e o "monstro" finalmente jorrou água por sua boca. E toda a cidade festeja, e os três companheiros de Didi se tornam seres humanos normais, o que mais desejavam conseguir. O filme termina com uma mensagem escrita na tela, feita pelos Trapalhões aos governantes brasileiros, dizendo: "E choveu. Que a chuva que molhou o sofrido chão do nordeste não esfrie o ânimo de nossas autoridades na procura de soluções para a seca".
  O filme também conta com a participação de uma estreante Xuxa Meneghel, que viria se tornar a "rainha dos baixinhos".

A FILHA DOS TRAPALHÕES:


   Os Trapalhões moram num barco flutuante e têm uma vida miserável. Ao encontrarem um bebê abandonado, resolvem criá-la como se fosse sua própria filha. Posteriormente, quando começam a trabalhar em um circo, descobrem que a criança é na verdade filha da trapezista e que ela fora obrigada a entregar sua filha para uma quadrilha que negocia crianças no exterior. Tal quadrilha os encontra e tenta recuperar a menina que agora, no entanto, conta com a ajuda dos Trapalhões para protegê-la.

OPINIÃO:

  Mais um bom filme do período, com cenas engraçadas, de perseguição e muita emoção.

OS TRAPALHÕES NO REINO DA FANTASIA:


  Os Trapalhões fazem um espetáculo em benefício de um orfanato dirigido por Irmã Maria (Xuxa), que enfrenta dificuldades financeiras. Enquanto realizam o espetáculo, o dinheiro dos ingressos é roubado. Didi, Dedé e Irmã Maria perseguem os bandidos, enquanto Mussum e Zacarias continuam com o show. Os três vão para no mundo de Beto Carrero, onde é recriado o cenário do velho Oeste norte americano.

OPINIÃO:

  Foi o primeiro filme dirigido por Dedé Santana, e contou mais uma vez com a participação de Xuxa, o filme é mais lembrado por possuir uma seqüência de 20 minutos de desenho animado dos Trapalhões.

OS TRAPALHÕES NO RABO DO COMETA:


  Uma viagem no tempo, contada em forma de desenho animado, com caracterizações dos Trapalhões. Eles começam o filme no Teatro Scala, no Rio de Janeiro, recebendo no palco Maurício de Souza. A partir daí, entra a história em desenho animado, na qual Os Trapalhões são perseguidos por um bruxo desde a época do Império Romano até os dias atuais, passando pela Idade Média, Velho Oeste e a Primeira Guerra Mundial. Os Trapalhões são perseguidos por um bruxo maneta cujo objetivo é tentar roubar a mão de Didi, sempre sem sucesso.

OPINIÃO:

  Graças a repercussão da sequência de animação do filme anterior, os Trapalhões resolveram investir em um filme quase inteiro, em desenho animado.

OS TRAPALHÕES E O REI DO FUTEBOL:


  Os amigos Cardeal (Didi), Elvis (Dedé), Fumê (Mussum) e Tremoço (Zacarias) trabalham como faxineiros e roupeiros do Independência Futebol Clube. Devido às disputas de poder entre os cartolas Velhaccio e Barros Barreto, o técnico da equipe é demitido. Por acidente, o escolhido para assumir o cargo é Cardeal. Para surpresa de todos o time começa a vencer seus jogos, o que não agrada a alguns cartolas da equipe. Com a ajuda do repórter esportivo Nascimento (Pelé) e de Aninha, que trabalha no bar do clube, Cardeal e seus amigos lutam contra a desonestidade dos dirigentes.

OPINIÃO:

  Mais um filme engraçado dos Trapalhões que contou com a participação do rei do futebol Pelé, com cenas engraçadas mescladas com cenas de jogos de futebol, lembrado pela hilária cena em que Cardeal entra em campo, bate um escanteio, corre e ainda marca o gol de cabeça.

OS TRAPALHÕES NO AUTO DA COMPADECIDA:



   Na pequena cidade de Taperoá João Grilo (Didi) e Chicó (Dedé) vivem armando confusões, afrontando um sacristão humilde (Mussum) e um padeiro (Zacarias). Todos vivem sob os desmandos do bispo, do padre e do major. Até que, num ataque à cidade, todos morrem pelas mãos do cangaceiro Severino e precisam enfrentar um julgamento no céu, que coloca todos diante de Deus, do Diabo e da Virgem Maria.

OPINIÃO:

  Último grande filme dos Trapalhões, sem recorrer a participações especiais, foi uma adaptação do clássico da literatura nacional: O Auto da Compadecida de Ariano Suassuna, depois disso o grupo passou a fazer filmes recheados de participações especiais.

SEGUNDA METADE DA DÉCADA DE 1980, PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS:

  Na segunda metade da década de 1980, os filmes dos Trapalhões passaram a contar com a participação de diversas celebridades da televisão como os apresentadores: Xuxa, Angélica e Gugu Liberato, das Boybands Dominó e Polegar, além de investirem pesado em merchandising, tudo para aumentar as bilheterias foram irregulares.

OS FANTASMAS TRAPALHÕES:


  Os amigos Didi, Dedé, Mussum e Zacarias vendem artesanato na beira da estrada quando são surpreendidos por uma perseguição de carros. Após um acidente socorrem o velho Giovanni que antes de morrer revela o esconderijo de uma fortuna. É o dinheiro roubado de um banco na Itália pelo qual é oferecida uma recompensa de cinco milhões de dólares. Com a ajuda do delegado Augusto (Gugu Liberato), os quatro vão em busca do dinheiro, num castelo assombrado.

OPINIÃO:

  Os fantasmas Trapalhões é um filme mediano com cenas engraçadas, o problema é o grande destaque para o apresentador Gugu Liberato, quase o protagonista da película, além de contar com a participação do grupo Dominó como fantasmas do bem.

OS HERÓIS TRAPALHÕES- UMA AVENTURA NA SELVA:


  Em plena Amazônia, um lunático sedento de poder chamado Rei, manda seu capanga Cicatriz raptar a filha de um ministro do Exército (Angélica) e faz uma série de exigências, ameaçando explodir a Floresta Amazônica. Presos acidentalmente por terem se apropriado de um tanque do Exército e atrapalhado a inauguração de uma cadeia, os quatro trapalhões (Didi, Dedé, Mussum e Zacarias) são enviados numa missão de resgate, contando com a ajuda da indianista Maia e do grupo Dominó.

OPINIÃO:

  Um pouco Melhor que o filme anterior, aqui temos boas cenas de ação e humor pastelão, o problema é mais uma vez ver os trapalhões virarem coadjuvantes de outras celebridades aqui: a apresentadora Angélica e novamente o grupo Dominó

O CASAMENTO DOS TRAPALHÕES:


 Quatro irmãos: Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, são caipiras que vivem na área rural. Didi vai até uma cidade próxima e, após entrar em uma briga com Expedito, conquista Joana, que o segue até o seu rancho. Eles resolvem se casar, apesar dela não se sentir muito à vontade com a presença dos seus irmãos, que são bem pouco educados. Quando Joana consegue melhorar o jeito deles, Didi diz que recebeu uma carta da irmã perguntando se os filhos dela podem ficar no rancho, pois vão cantar e tocar na festa do rodeio da cidade. Joana fica animada, principalmente quando os irmãos e sobrinhos de Didi arrumam namoradas e todos vão para o rancho. Mas Expedito descobriu que eles moram no Vale Profundo e organizou um grupo para atacar o lugar.

OPINIÃO:

 História sem graça, chata, personagens sem carisma e mais uma vez os trapalhões servem de escada para a irritante Boyband Dominó marcam esse filme extremamente fraco.
  Seria preciso uma parceria de peso pra elevar a moral do grupo no cinema.

 A PRINCESA XUXA E OS TRAPALHÕES:


  No planeta Antar, o diabólico Ratan toma o poder depois da morte do imperador. Domina a todos, forçando as crianças ao trabalho escravo. Mantida dentro do palácio, a Princesa Xaron (Xuxa Meneghel) pensa que todos são felizes. Do lado de fora, os príncipes Mussaim (Mussum), Zacaling (Zacarias) e Dedeon (Dedé) se unem ao Cavaleiro Sem Nome (Didi) para combater Ratan e libertar as crianças.

OPINIÃO:

  Um dos campeões de bilheteria do ano, juntou mais uma vez dois ícones infantis da década em um filme: Os Trapalhões e Xuxa, nas outras vezes ela era apenas uma modelo em início de carreira, aqui ele vivia seu auge com um programa infantil de sucesso além de ter lançado seus dois melhores discos: XOU DA XUXA 3 e 4.
 O único ponto triste é ver que o quarteto de humoristas virou coadjuvante em seu próprio filme, até mesmo no título.

OS TRAPALHÕES NA TERRA DOS MONSTROS:


  No programa Viva a Noite apresentado por Gugu Liberato, Angélica, a filha de um empresário de uma indústria de papel que aspira ser cantora, acaba ganhando o seu "sonho maluco", que é gravar um videoclipe no alto da Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, com o grupo Dominó. O pai a proíbe de ir, então ela foge com o namorado (Conrado) para a Pedra da Gávea. Quando o pai dela fica sabendo, ordena que seus empregados (Dedé, Mussum e Zacarias) a achem em três dias ou chamará a polícia, na busca contam com a ajuda do companheiro Didi, antigo empregado da casa e melhor amigo de Conrado. Tentando encontrá-los, os quatro caem em um buraco na Pedra da Gávea, reencontram os jovens e desbravam o local que é povoado por estranhas criaturas, algumas boas, os Grunks, e outras más, os Barks. Nesse estanho lugar também existe um monstro bom chamado "Lama" e um povo fenício cuja líder é Cira, por quem Didi se acaba se apaixonando.

OPINIÃO:

  Pense em um filme enfadonho, assim é os trapalhões na terra dos monstros,ele nada mais é do que um amontoado de participações especiais, claro que elas ocorreram bastante nesse período, mas aqui ela foi extrapolada.
  Último filme completo a contar com a participação de Zacarias antes de seu falecimento.

DÉCADA DE 1990, O CANTO DO CISNE:

  O começo da década foi preocupante para os Trapalhões, logo em 1990 ocorreu a morte de Zacarias, o grupo chegou a fazer mais dois filmes, porém acabaram abandonando as telas ainda em 1991.No ano de 1994 ocorreu a Morte de Mussum, foi preciso esperar sete anos para revermos o que restou do grupo nas telas.

UMA ESCOLA ATRAPALHADA:


   Uma imobiliária deseja construir um supermercado no lugar do tradicional colégio interno Matheus Rose. A proposta desencadeia uma onda de desconfiança entre os alunos, principalmente em relação à chegada de seus novos companheiros de classe.

OPINIÃO:

  É um bom filme adolescente estrelado por diversos ícones jovens da época como:Angélica, Supla, Maria Mariana,Selton Melo,Patricia Perrone e o grupo polegar; porém não é um filme dos Trapalhões, o grupo faz apenas pequenas e rápidas participações, principalmente devido ao estado de saúde debilitado de Zacarias que viria a falecer antes do lançamento do filme.

XUXA E OS TRAPALHÕES EM O MISTÉRIO DE ROBIN HOOD:


   O vagabundo Didi  é um Robin Hood moderno, que rouba dos contrabandistas e agiotas para dar aos necessitados. Ele mora em um esconderijo próximo a um circo e é apaixonado por Tatiana (Xuxa Meneghel), a filha de um mágico. É neste circo que trabalham Fredo (Dedé) e Tonho (Mussum) , dois funcionários que vivem se metendo em trapalhadas. Além disso, Didi protege Rosa, uma menina desmemoriada e órfã, cuja existência ameaça os planos do bandido Gavião

OPINIÃO:

Após a morte de Zacarias o grupo pensou em se separar, porém acabaram continuando juntos em memória do amigo falecido, para ajudar nesse primeiro filme como um trio a produção contou com a participação de Xuxa, repetindo a dobradinha de a princesa Xuxa e os Trapalhões, porém os remanescentes demonstram certo cansaço.

OS TRAPALHÕES E A ARVORE DA JUVENTUDE:


  Didi, Dedé e Mussum são guardas florestais atrapalhados que trabalham e moram na Amazônia, onde lutam contra a ação de contrabandistas, com a ajuda de Juliana, uma bela engenheira e de um grupo de estudantes. Em meio às lutas com serralheiros, aparece a mítica fonte da juventude localizada as margens de uma grande árvore dentro de uma caverna, cuja água torna jovem aquele que a beber.

OPINIÃO:


  Último filme com a participação de Mussum, aqui o grupo demonstra o cansaço dos anos e a saudade de Zacarias, tanto que a maior parte é protagonizado pela versão jovem do trio interpretada por outros atores. Uma triste despedida do trio de comediantes.

SEGUNDA METADE DA DÉCADA DE 1990, DIDI E DEDÉ:

Com a morte de Zacarias o último filme dos Trapalhões foi em 1991, três anos depois Mussum faleceu devido a complicações no coração, o que levou Didi e Dedé a se afastarem dos cinemas até 1997, quando a dupla retornou aos cinemas.

O NOVIÇO REBELDE:


  Em uma pequena cidade do Ceará um temporal destrói a igrejinha do local. Um noviço (Didi), que sonha em conseguir dinheiro para a reconstrução, tem de fugir do local pois um "coronel" da região  acha que ele sabe sobre um mapa, que diz a localização de um grande tesouro. Na verdade a mulher do "coronel" passou para o noviço este mapa sem ele saber. Com a ajuda do melhor amigo, Dedé, o seminarista consegue fugir para o Rio de Janeiro,onde vai trabalhar de babá dos cinco filhos de um empresário viúvo.

OPINIÃO:

  Depois de sete anos do último filme, foi uma surpresa a volta de Didi e Dedé as telas de cinema, foi muito bom rever a dupla na tela grande, com uma história inspirada em a noviça rebelde, a bilheteria foi muito boa, o que garantiu o retorno de Renato Aragão a televisão no ano seguinte.

SIMÃO O FANTASMA TRAPALHÃO:


  Um milionário e sua mulher compram um castelo assombrado, pois querem um fantasma só deles. Assim, nas férias vão com os netos conhecer a propriedade, mas Didi e Dedé, os dois motoristas da família, não gostam nada da situação. Tudo realmente piora quando Didi provoca Simão, o fantasma do castelo, que faz então suas primeiras aparições. No entanto Didi e as crianças continuam a provocá-lo, mas Virgínia, a neta mais velha, não aprova esta atitude e quando se depara com Simão pede desculpas pelo comportamento dos outros. Assim Simão e Virgínia tem uma pequena conversa na qual ele diz que há dois séculos não dorme e que só conseguirá sua libertação se alguém encontrar o tesouro que está escondido no castelo. Em razão disto Virgínia promete que o ajudará. Na primeira oportunidade Virgínia apresenta Simão para Didi, Dedé e as crianças e explica para todos a situação. Paralelamente Didi se apaixona por Estrela, que guarda um imenso segredo.

OPINIÃO:

  Ainda melhor que o filme anterior,com muitas cenas realmente engraçadas que lembram os velhos tempos dos Trapalhões, a história é uma adaptação de O Fantasma de Canterville. A única coisa a se lamentar era que a relação entre Didi e Dedé fora das telas começava a azedar devido a estréia do novo programa A turma do Didi que não contava com a participação de Dedé Santana, o que magoou o humorista.

O TRAPALHÃO E A LUZ AZUL:


  David, um cantor de rock, e Didi, seu ajudante de palco, são magicamente transportados para um mundo distante, onde todos seus conhecidos vivem com outras identidades. Eles partem para ajudar a Princesa Allim, que lhes pede ajuda para enfrentar o malvado Vizir(Dedé) , que pretende com ela se casar para se tornar o novo rei local.

OPINIÃO:

   Fraco, sem graça, e contando com a mesma estratégia dos filmes da segunda metade da década de 1980 de entupir a produção com participações especiais (O filme contou com a participação musical de SNZ, Caxa, O Rappa e Raimundos ), foi uma triste despedida da dupla Didi e Dedé dos cinemas, pois a relação de ambos estava totalmente azedada, tanto que de maneira surpreendente Dedé participa pouco do filme como uma espécie de vilão engraçado.

DÉCADA DE 2000 -FILMES SOLOS DO DIDI:

Com o fim da amizade de Renato Aragão e Dedé Santana,o humorista seguiu carreira solo no cinema realizando oito filmes : Um Anjo Trapalhão ,Didi, O Cupido Trapalhão ,Didi Quer Ser Criança ,Didi, O Caçador de Tesouros ,O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili ,O Guerreiro Didi e a Ninja Lili ,Didi, o Peregrino (Telefilme) e Didi e o Segredo dos Anjos (Telefilme).
  Não irei abordar esse período pois contam apenas com a participação de um membro dos Trapalhões, além disso foram filmes fracos que serviam apenas para massagear o ego de Renato e fazer a carreira artística de sua filha caçula Lili, que apareceu em todos eles.

2017- A VOLTA DE DIDI E DEDÉ E O FIM DEFINITIVO:

   Em 2008 após mais de uma década sem se falarem Didi e Dedé reataram a amizade, Dedé passou a fazer parte do programa a Turma do Didi/As aventuras do Didi até o fim do programa em 2013. Os humoristas decidiram retomar o maior sucesso cinematográfico dos Trapalhões como uma forma de encerrar com chave de ouro a história do grupo nos cinemas

OS SALTIMBANCOS TRAPALHÕES- RUMO A HOLLYWOOD:


  Desde a proibição de animais em espetáculos, o Grande Circo Sumatra enfrenta uma grande crise financeira. Barão , dono do circo, aceita propostas indecorosas do prefeito para realizar leilões de gado, comícios e outros eventos alternativos no circo. Infelizes com a notícia, os artistas circenses decidem se reunir para montar um novo número e voltar a atrair o público, liderados por Didi , Dedé e Karina. O roteiro das atrações é idealizado por Didi a partir de sonhos mirabolantes que ele tem com animais falantes. Ele e sua trupe vão enfrentar a arrogância do gerente do circo Assis Satã , a cumplicidade de Tigrana, a ganância do Barão e a prepotência do prefeito corrupto para tentar salvar o circo e levar adiante a ideia de um novo e sensacional espetáculo.

OPINIÃO:

   É o fim, o último filme da dupla Didi e Dedé,após brigas, separações, amizades desfeitas e reatadas nada mais justo que retomar o maior sucesso dos Trapalhões para encerrar de maneira bela e poética a história do grupo nos cinemas.

  Bem é isso ai pessoal, espero que tenham gostado dessa segunda parte do especial sobre os Trapalhões, relembrado e matado a saudades desses verdadeiros clássicos que lotaram cinemas e foram reprisados inúmeras vezes na sessão da tarde fazendo a alegria da garotada. Deu um trabalho danado mas valeu a pena.
  Na terceira e última parte do especial vemos relembrar a trajetória do grupo nas histórias em quadrinhos, até a próxima.




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